O Dilema da Inovação, é um livro que foi publicado pelo professor Clayton M. Christensen da Harvard Business School em 1997, e é muito atual até os dias de hoje.

Entendendo o Dilema na Inovação podemos compreender porque empresas como Amazon, Uber, Netflix e Airbnb transformaram o mercado da maneira que transformaram, e deixaram grandes gigantes da década passada para trás.

O Dilema nos diz que os riscos necessários para um crescimento inovador e disruptivo na maioria das vezes são inaceitáveis para empresas já consolidas que estão em ritmo de sustenção.

Inovação disruptiva requer visão, nervos e muita, muita paciência. E a maioria das empresas não tem essas qualidades, porque são guiadas por resultados trimestrais e lucratividade de curto-prazo.

Para empresas grandes a situação se agrava ainda mais, porque as oportunidades de crescimento disruptivo tipicamente estão em mercados de nicho que ainda não floresceram, e esses nichos geralmente são ignorados por grandes empresas por não serem grandes o suficiente.

Pense nos carros, por exemplo, quando os primeiros foram inventados eram considerados, “brinquedos de ricos”, mas quando Ford conseguiu baratear a produção, se tornou um “brinquedo para muitos”, e quando a Toyota reinventou a industria, se tornou um “brinquedo para todos”.

É natural também que as mesmas empresas que se tornaram disruptivas com uma inovação, logo depois se mantenham em sustenção, e caiam no mesmo dilema. Veja o caso da Apple por exemplo que foi disruptiva ao criar o iPhone e a AppleStore, e agora está mantendo essa mesma tecnologia há anos com melhorias incrementais ano após ano. Apple saiu do 0 para mais de 90% da lucratividade da indústria de Mobile Phones em cerca de 10 anos.

A Inovação Disruptiva cria novos mercados. Mas não se engane, esses novos mercados começam pequenos, veja o caso da Facebook que começou apenas em uma Universidade, e hoje tem o mundo.

Tecnologia Disruptiva

Inovação de Ruptura ou Inovação de Sustentação

A maioria das empresas trabalha com inovação de sustentação, ou seja, vai tornando seus produtos cada vez melhores, cada vez mais eficientes. Novamente, veja o exemplo dos carros, que vão se tornando cada vez melhores, mais rápidos, consomem cada vez menos combustível… De novo, melhorias incrementais ano após ano.

Já as inovações disruptivas geralmente transformam o mercado, e mudam tudo, e por incrível que pareça para algo mais simples do que antes. Pense por exemplo no Mainframes que foram substituídos por computadores pessoais (PCs), ou nas locadoras que foram substituídas pela Netflix, ou nos Taxis pelo Uber, etc.

O Segredo da Inovação

O Segredo para criar uma Inovação Disruptiva é focar não no produto que sua oferece, mas no problema que ela resolve. E então pensar em formas diferentes de resolver esse problema, mesmo que para atender um mercado muito menor no início.

E esteja preparado porque muito provavelmente, sua inovação, vai engolir seu produto main-stream e substituída a longo prazo.

Esse foi o motivo pelo qual depois de fazer grande sucesso com o iPod, Steve Jobs, quase não teve apoio do conselho da Apple para lançar o iPhone.

Se coloque no lugar de um investidor da Apple naquele momento… “Mais se o iPhone faz tudo que o iPod faz quem vai comprar um iPod? Estamos ganhando o jogo, isso é dar um tiro no pé, não é?”

De fato, depois do lançamento do iPhone as vendas do iPod caíram muito, mas não foi melhor ganhar as novas vendas do iPhone e um mercado que se tornou ainda muito maior do era o de Mp3 Players?

E é melhor perder vendas de produto para outro da sua própria empresa, do que para um produto de um concorrente, certo?

A decisão não deve ter sido fácil, mas olhando retrospectiva, parece óbvio que foi a coisa certa a ser feita!

Veja abaixo alguns vídeos (em inglês) para aprender mais.

Sumário do Dilema em 5 Minutos (em inglês)

Palestra do Professor Christensen no Startup Grind 2016

E aí?

Qual será a inovação disruptiva que virá na sua indústria?

Como o mercado pode mudar? E como pode ser transformado?

Leia o Livro para Aprender mais (inglês ou português)

Pense nisso…

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