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Pergunte-se: Por quê?

Posted by on Feb 16, 2010 in Agile | 15 comments

Para ser produtivo é essencial ter sempre em mente o objetivo por trás de tudo que se está fazendo. O propósito deve estar bem claro.

Question Mark by Marco Bellucci

Question Mark by Marco Bellucci

É muito comum nos dias de hoje que as pessoas façam suas atividades sem ter verdadeira consciência do por que, da razão pela qual estão fazendo e qual resultado desejam alcançar.

Sem ter uma definição clara do propósito pelo qual se está fazendo determinada atividade, e qual é o objetivo é impossível medir se está indo bem ou se mal. Não há possibilidade de vencer ou ser derrotado, pois não se sabe o que é derrota ou vitória.

Para ter certeza de você sabe exatamente qual é a razão das atividades que você está fazendo, crie o hábito de perguntar-se: por quê?

Ter objetivos claros dá suporte à tomada de decisões, uma vez que todas as decisões tomadas devem estar alinhadas ao objetivo. Ter um objeto é como ter um norte, uma direção, não tê-lo é como vagar no deserto em círculos. Nas palavras de Stephen Covey, autor do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas altamente Eficazes”:

“Começar com o objetivo em mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você seguindo, de modo a compreender melhor onde você está agora e dar os passos sempre na direção correta.”

Ter objetivos claros motiva, permite que tenha noção de progresso, ajuda a manter o foco, dá visão, abre as portas da criatividade, uma vez que se em mente o resultado que deseja alcançar.

Em se tratando de trabalho em equipe, quando não se tem objetivos claros, a situação pode agravar-se ainda mais, pois cada um pode seguir por caminhos diferentes tomando como referencial sua interpretação pessoal de objetivo.

Por essas razões metodologias ágeis como Scrum reforçam a importância de se ter metas bem definidas, é o Sprint Goal. Toda a equipe deve estar alinhada em relação às expectativas de sucesso do cliente. Devem ter claro o que se deseja ter como resultado e dessa forma todos poderão remar na mesma direção tomando decisões, por menores que sejam sempre alinhadas ao objetivo.

É pelo mesmo motivo, que existe a definição de pronto, este como se fosse um micro-objetivo de cada tarefa, atingir o estado de pronto, que deve estar bem definido de forma que todos possam compreender e identificar a diferença entre uma tarefa completa e uma incompleta.

Em uma reunião de retrospectiva, por exemplo, é essencial que todos tenham consciência que o objetivo é tornar a equipe melhor, caso contrário, pode transformar-se em um mero jogo de culpa, perda de tempo e investimento.

Não faça as coisas de forma mecânica, faça de forma consciente, entenda o porquê.

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Porto Alegre Agile Weekend 2009

Posted by on May 2, 2009 in Agile, Eventos, Software | 10 comments

Como anunciado anteriormente, neste último final de semana participamos do Porto Alegre Agile Weekend, foi a primeira fez que pisei em solo gaúcho. O evento foi realizado na PUC-RS, a universidade possui, sem dúvida,  uma excelente estrutura.

Auditório Principal

Auditório Principal

A Chegada

Ao chegar, pegamos o final da palestra “Anti-Práticas Ágeis” do Peleteiro da Globo.com. Peleteiro ressaltou a importância da prática e da vivência das metodologias ágeis, e alertou sobre a cilada de pensar que “Agile By the Book” funciona, mencionou a consagrada estória do taxista que foi publicada há algum tempo atrás no blog do Alexandre Magno para ilustrar a importância de se ter o cliente presente, e respondeu  a diversas perguntas sobre Scrum na Globo.com.

Scrum na Borland

Depois do delicioso coffe break voltei ao auditório e assisti a palestra do Bruno Lichot: “Como o Scrum mudou a forma da Borland de  Entregar Software“. Lichot apresentou um pouco da história dos métodos ágeis na Borland e falou sobre sua conversão pessoal aos métodos ágeis. “Scrum fez a ponte entre o gerenciamento e a execução“, disse, e completou “Mantemos o foco em agregar valor a empresa com projetos mais curtos e um relacionamento mais estreito com o cliente“.

scrum por darkmatter

scrum por darkmatter

A Borland foi eleita pela a Scrum Allience um dos maiores casos de sucesso de Scrum. Lichot apresentou um pouco do perfil das equipes da Borland: 70% dos projetos da empresa utilizam métodos ágeis, o tamanho dos sprints varia de acordo com o perfil de cada equipe e as necessidades de cada projeto, o perfil de cada profissional é respeitado, o plano de testes é gerado no levantamento de requisitos, procura-se remover obstáculos ao invés de encontrar culpados, utiliza-se kanban digital para equipes distribuídas.

Lichot deixou ainda algumas dicas: “Mudança sempre gera conflito“, afirmou, e ao alertar sobre os céticos, aqueles que apresentaram resistência as mudanças, Lichot aconselhou: “ganhe dos céticos, apresente resultados, afinal contra fatos não há argumentos, mostre software pronto e que funciona.

Alguns dos benefícios alcançados pela Borland com a adoção de Scrum:

  1. Melhora do Time to Market com releases mais freqüentes e participação mais ativa dos clientes;
  2. Transparência para acompanhamento da evolução do projeto gerou mais confiança;
  3. As pessoas agora são realmente parte da empresa e estão muito mais comprometidas;
  4. Dobrou-se o número de releases;
  5. Os clientes estão mais satisfeitos;
  6. O software entregue possui mais qualidade;
  7. Equipe mais motivada e integrada;
  8. Desenvolvedores e testadores trabalham juntos e não uns contra os outros.

Scrum na Força Área

P-47 Thunderbolt, Força Aérea Brasileira / Brazilian Air Force por Luigi Brasile

P-47 Thunderbolt, Força Aérea Brasileira / Brazilian Air Force por Luigi Brasile

O segundo dia foi aberto com chave de ouro pelo famoso trio da Sea Tecnologia (Alexandre Gomes, Bruno Pedroso e Renato Willi), eles apresentaram o case do projeto ágil que desenvolveram na Força Aérea Brasileira. Esse, sem dúvida, é um dos cases mais interessantes que já conheci, principalmente por causas dos desafios culturais que precisaram ser enfrentados por ambas as partes: cliente e equipe de desenvolvimento.

O pessoal da Sea também apresentou algumas lições aprendidas: quebrar tarefas complexas em tarefas menores e mais simples faz com o que o projeto evolua mais rápido e com que todos acompanhem a evolução com maior transparência; retirar baias, ou qualquer barreira física melhora a comunicação entre a equipe; o tempo proporciona mais segurança para estimar e dá a equipe maior capacidade de analisar impactos; a cultura do cliente, seus valores e princípios devem ser respeitados.

Um diferencial muito interessante que nos foi apresentado, foram os mantras utilizados pela equipe da Sea, esses mantras são afirmações ou frases que representam ações que devem ser tomadas para que algo seja melhorado no processo. Os mantras podem ficar escritos em algum local que seja de fácil visão para os membros da equipe, para que assim todos possam lembrar da ação que deve ser tomada. Alguns exemplos de mantras seriam: “Eu vou escrever testes unitários”, “Eu vou rodar os testes ander de dar commit”, etc..

Confira os slides da apresentação no SlideShare.

Scrum com Soluções Simples e de Baixo Custo

Luiz Faias Jr.

Luiz Faias Jr.

Esse foi o tema da palestra do meu amigo e colega de trabalho Luiz Faias Junior. Nesta primeira participação da Bluesoft  em um evento de métodos ágeis, Faias apresentou o processo da Bluesoft e diversas dicas para a construção de uma equipe e de um ambiente ágil: comentou sobre  a criação do quadro magnético de scrum; testes unitários para propiciar a equipe de desenvolvimento mais segurança para realizar alterações no software e agregar qualidade ao produto;  integração contínua para que seja tomada alguma providência rápida se um teste for quebrado.

CML - Caipira Modeling Language

CML - Caipira Modeling Language

A audiência pareceu ter gostado bastante da “Caipira Modeling Language“, uma mistura de UML, Desenhos de Telas, Fluxogramas, e tudo o que você puder imaginar que faça sentido em um desenho de modelagem.

Um outro tópico interessante foram as Technical Sessions ou Reuniões Técnicas. São reuniões de 1 hora que acontecem todas as quartas-ferias na Bluesoft durante o horário de trabalho. Nessas reuniões qualquer membro da equipe pode escolher um determinado tema que tenha relação com alguma tecnologia utilizada no projeto ou alguma tecnologia que possa melhorar a dia-a-dia da equipe. Faias, citou o exemplo do JQuery, um framework JavaScript que começou a ser utilizado depois de apresentado em uma technical session e trouxe muita produtividade ao trabalho da equipe. O mesmo aconteceu com Git e com o Spring Framework. As technical sessions oferecem a todos a oportunidade de ensinar e aprender.

Fique ligado, em breve mais detalhes sobre a apresentação serão publicados no blog da Bluesoft.

Considerações Finais

Sem sombra de dúvidas o evento foi um verdadeiro sucesso! As palestras foram excelentes e as dicussões muito enriquecedoras, gostaria de parabenizar a toda a equipe do Porto Alegre Agile Weekend pelo ótimo trabalho realizado, e de forma especial agradeço também ao Daniel Wildt por nos ter convidado a participar do evento.

Confira também as impressões de Maurício Aniche e Victor Hugo Germano.

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