É com grande satisfação que anuncio que em 7 de julho, quinta-feira, estarei palestrando na trilha de Liderança e Coaching no TDC 2011.
A palestra Criando uma Cultura de Aprendizado, está prevista para às 10:10 da manhã. Veja alguns dos assuntos que serão abordados na palestra:
Agradeço ao convite feito por meus grande amigos Felipe Rodrigues e Manoel Pimentel, e a GlobalCode pela organização deste extraordinário evento.
Espero ver você lá! Faça já sua inscrição.
Conforme anunciado, em 1º de Novembro aconteceu no auditório da Faculdade Anhembi Morumbi o evento de lançamento do “InfoQ Brasil“. Farei uma breve descrição do evento e minhas impressões.
A abertura foi por conta do palestrante internacional Floyd Marinescu co-fundado do Portal The Server Side e fundador e editor chefe do InfoQ. Floyd falou um poucos sobre os objetivos do portal, como funciona e quais são os motivos da internacionalização do conteúdo que além do idioma inglês, também está disponível em japonês, chinês e agora em português. O conteúdo do portal está classificado em seis categorias: arquitetura, java, .net, ruby, SOA, e desenvolvimento ágil. Um dos maiores diferencias do portal é a possibilidade de personalizar o conteúdo através de filtros por categoria, e essa personalização vale inclusive para feeds.
Floyd enfatizou o foco em conteúdo rico, como vídeos com palestras e entrevistas, a propósito as palestras apresentadas no evento foram filmadas e devem ser publicas em breve. Um outro grande diferencial do portal são os livros gratuitos, e um dos mais conhecidos, é o “Scrum e XP direto das Trincheiras” que já foi traduzido para português. Para concluir Floyd atribuiu todo o sucesso e qualidade do portal aos editores, porque como sempre, “são as pessoas que fazem toda a diferença“, e não é por acaso que segundo a Technorati, o portal InfoQ é um dos mais influentes em tecnologia de toda a internet.
Em seguida, “Alexandre Gomes” da Sea Tecnologia, em sua palestra “A Guerrilha SOA“, falou sobre o caminho que a arquitetura orientada à serviços vem tomando ao longo dos anos, segundo Alexandre, fazem oito anos que se ouve falar em SOA e webservices mas, até agora, “não vimos a coisa virar” e isso fez com que perdêssemos a empolgação, além disso existe uma grande divergência entre conceitos e definições, mas diante de toda essa bagunça há um consenso: “SOA é Sobre Serviços“.
Desde muito tempo que se vem tentado criar formas de fazer com que diferentes aplicações comuniquem-se, tecnologias e conceitos como RPC, Corba, RMI e WebServices são exemplos disso. A grande necessidade é evitar desenvolver sistemas que façam a mesma coisa, ao invés disso, podemos fazer com que eles se troquem informações, e essa, definitivamente, não é uma necessidade tão moderna, e SOA é uma “nova roupagem que a solução para esse problema ganhou.” O grande objetivo é aproveitar ao máximo o seu parque de ativos, ou seja aquilo que você já têm.
Segundo Alexandre, “o mercado precisa de febres e de alguma para gerar movimentação financeira” e ” graças ao investimento que grandes players fizeram em SOA, isso vai colar mas nem que seja na marra. O palestrante citou a estratégia “Stop the World” que mesmo árdua e demorada tem sido usada para implementação de SOA em algumas empresas, segundo ele, não é dessa forma que as coisas deveriam acontecer, mas sim, conforme a real necessidade da organização, e de forma incremental com constante feedback (qualquer semelhança com princípios ágeis é mera coincidência, rs), além disso, SOA tem que começar pela filosofia porque “o impacto causado pela forma de pensar é sempre maior que o da tecnologia por si só” e deve-se tomar cuidado para não criar problemas que não existem somente para empurrar soluções, os problemas já devem estar lá, e lembre-se que você não precisa necessariamente de ferramenta alguma fazer SOA.
O palestrante internacional Max Lanfranconi do Java Community Process (JCP), falou a história do desenvolvimento de padrões na humanidade, citando exemplos como hieróglifos, números, letras, medidas, partituras musicais, código de barras, dentre uma infinidade de outras coisas, depois apresentou casos de projetos que falharam por faltas de padrões, tudo isso, para justificar a importância de se estabelecer padrões, que é justamente o que o JCP faz.
Max do JCP
O JCP estabelece os padrões que guiam a evolução da plataforma Java. Max convidou todos a participarem do JCP, enfatizando que é totalmente gratuito para que indivíduos se tornem membros (para empresas existe um custo), existem várias formas de participar e diferentes papéis que podem ser assumidos, você pode fazer parte de um expert group e contribuir de forma ativa para uma especificação, ou pode simplesmente acompanhar os acontecimentos como um observer, pode também se tornar um líder de especificação, ou fazer parte do comitê executivo.
Na sequencia, Rafael Steil fez uma palestra sobre .NET, abordando características, recursos, história, objetivos e possibilidades. A Yara Senger da GlobalCode falou sobre as principais novidades da plataforma Java e o Akita falou sobre Ruby on Rails, apresentando a filosofia da comunidade, suas origens, o famoso mito Rails não escala, apresentou cases de sucesso e dicas para quem quer aprender mais sobre Rails. Victor Hugo Germano e Manoel Pimentel fizeram uma apresentação sobre Agile e Lean, e houve também um painel sobre tecnologias ágeis. No final Wanger Santos falou sobre Papel do Arquiteto de Software.
Painel de Plataformas Distribuídas
Gostei bastante do painel de “Plataformas Distribuídas” com participação de Giovanni Bassi, Fábio Akita, Alexandre Gomes, Henry Conceição e Vinícius Senger, discutiu-se tecnologias de integração, SOA e até Cloud Computing que segundo a opinião de muitos é mais um hype, e deve-se tomar cuidado para não pensar que isso é a bala de prata, porque bala de prata não existe.

Saiba os porquês
Para fechar, creio que a grande mensagem que tirei do evento como um todo, foi “Use as tecnologias quando (e se) realmente precisar, não use simplesmente porque está na moda, saiba o que é mais produtivo e resolve melhor o seu problema, leve tudo o que for relevante em consideração e cuidado para não optar simplesmente por opções mais fáceis que não te tirem da sua zona de conforto “. Usando as palavras do Alexandre Gomes, “nós desenvolvedores gostamos muito de estar na crista da onda“, mas cuidado, aplique as tecnologias certas no momento certo e na situação certa. Não use nada só porque alguém disse que é legal, estude, vá em busca, questione, saiba o verdadeiro porquê e enfim, pense, pense, pense!
A InfoQ Brasil precisa de pessoas para traduzir e produzir artigos, se você tiver vontade e estiver capacitado, converse com o pessoal da Fratech.
Parabéns a toda a equipe da Fratech e a todos os colaboradores pelo excelente trabalho que vem sendo realizado. Acho que este dia foi um grande marco para a comunidade de desenvolvimento de software brasileira, vida longa a InfoQBr!
Nos dias 15 e 16 de outubro participei do Rails Summit Latin America 2008. O evento recebeu grandes nomes do desenvolvimento de software e da comunidade Ruby On Rails, o nível técnico foi inquestionável. Os palestrantes apresentaram temas como testes, qualidade, empreendedorismo, desenvolvimento ágil, open source, REST, Git, Escalabidade, e claro, Ruby e Rails.
Auditório Principal
Como o Alexandre Gomes falou “a impressão que me deu é que a grande bandeira desta comunidade não é a tecnologia em si, mas os princípios em que acreditam.” Assino em baixo.
Não entrarei em grandes detalhes sobre as palestras porque tem gente que já falou muito bem, mas registrarei as principais lições que aprendi nestes dois dias de evento.
O Dr. Nic Williams e o Chris Wanstrath falaram bastante sobre a importância de contribuir com projetos Open Source, ser ativo na comunidade e gastar menos tempo com coisas que podem não ser assim tão importantes. Os grandes conselhos foram:
Jay Fields, Danilo Sato e David Chelimsky falaram sobre Testes. Licões aprendidas:
Pra fechar com chave de ouro, Obie Fernandez apresentou um pouco do dia-a-dia da Hashrocket (empresa fundada por ele) e como eles aplicam os quatro princípios do manifesto ágil. Sem sombra de dúvidas, essa foi a palestra que eu mais gostei, por isso comentarei um pouco sobre ela.
Para aplicar o primeiro princípio “Indivíduos e Iterações são mais importantes do que processo e ferramentas” eles fazem o seguinte:
Para aplicar o segundo princípio “Indivíduos e Iterações são mais importantes do que processos e ferramentas“:
Para aplicar o terceiro princípio “Colaboração do Cliente é mais importante do que negociação contratual”:
Para aplicar o terceiro princípio “Responder as mudanças é mais importante do que seguir um plano”:
Para concluir sua apresentação Obie apresenta o princípio mais importante que é o grande segredo do sucesso: “Divirtam-se Juntos“, e mostrou algumas fotos de situações (participando em reuniões de grupos de usuários, passeando de barco, tocando instrumentos musicais, jogando vídeo games, indo à praia, bebendo, pulando na piscina, etc) em que ele e sua equipe estavam se divertindo.
Para maiores informações, visite o site do Obie, o site da Hashrocket, o blog do Obie, e sua galeria do Flickr.
Palestrantes Reunidos no final do Evento
Hugo, Akita, Ricardo e Eu
E como todo bom evento, é claro, tivemos um Happy Hour, dessa vez em um restaurante japonês na Liberdade.

Happy Hour no final do Evento
Meus agradecimentos ao Fábio Akita e à toda a equipe da Locaweb pela realização do evento.
Um grande abraço a todo os bons amigos que participaram do evento!
Quinta e Sexta estaremos no “Falando em Agile 2008“. Espero encontrar você lá!
Nesse ultimo sábado, 12 de outubro, estive no Encontro Ágil que foi realizado pelo pessoal do AgilCoop no IME/USP.
IME
Logo após a abertura do evento, assisti a apresentação “Planejamento Ágil de Projetos” do Dairton Bassi. Ao inicio da apresentação Dairton apresentou um divertido vídeo que conta a realidade do dia-a-dia de alguns desenvolvedores de software.
Alguns dados interessantes sobre projetos de desenvolvimento de software que foram apresentados:
Planejamento Ágil - Dairton
Discutiu-se sobre os extremos de se ter planos demais e não ter plano algum, e sobre níveis de planejamento (estratégico, portifólio, produtos, release, iteração, diário), falou-se sobre estimativas de prazos, grau de incerteza (ao estimar), e problemas de produtividade como a sindrome do estudante (deixar sempre para a ultima hora) e Lei de Parkson (mesmo que a atividade esteja pronta utiliza-se o resto do prazo estimado para coisas desnecessárias), e enfim, foram apresentadas algumas técnicas:
Em seguida houve o Debate “Métodos Ágeis, CMMi, MPS.BR, RUP ou o quê?” dirigido pelo Professor Fábio Kon com participação de Maurício Hermogenes da Paggo, do Rodolfo Ugolini da IBM, do Márcio Tierno da Inmetrics, Dairton e Cézar. A discussão foi muito interessante e os participantes realmente estavam preparados e qualificados para falar do assunto. Tierno recomendou a leitura do artigo “Como a Pixar promove a criatividade coletiva” publicado por Ed Catmull na Havard Business Review, segundo ele tem muito a ver com princípios ágeis.
Debate - Rodolfo, Cézar, Dairton, Tierno e Maurício
Após o almoço assisti a palestra “Dificuldades na Implantação de Métodos Ágeis” do Fábio Kon. Falou-se principalmente sobre problemas de relacionamento e comportamento, dificuldades de resistência por parte de gerentes, arquitetos de software, programadores, testadores, DBAs e Clientes.
Palestra do Fábio Kon
Em seguida, peguei a última parte da apresentação de Métricas de Software do Jorge Diz da Global Code.
Jorge Diz
Ao fim da palestra do Jorge, teve inicio o “Birds of a Feather” (grupos de discussões muito semelhantes as Muvucas que ocorrem no Just Java). Em cada uma das seis salas haviam pessoas discutindo diferentes temas relacionados a desenvolvimento ágil, eu participei da discussão sobre testes.
Depois do Coffe Break assisti a palestra “UOL: Chegando no Ágil com Scrum e práticas de XP” por Paulo Cheque e Priscilla Hansted, nessa palestra nos foi apresentado um pouco da trajetória do UOL na implantação de Scrum, falaram um pouco dos projetos da UOL, as ferramentas que podem ser utilizadas para testes (FIT e Selenium), e práticas de XP.
Palestra do UOL - Cheque e Priscilla
Ainda consegui pegar a última parte do debate “Métodos Ágeis precisam de certificações?” que estava acontecendo na outra sala e após o debate houve um retrospectiva sobre e evento e finalmente o encerramento.
Concluindo, o evento foi muito positivo e proveitoso, foi possível aprender e discutir com grandes personalidades do mundo Ágil além de rever bons amigos e ampliar o networking. Gostaria de dar os parabéns à todo pessoal do IME e da AgilCoop pela organização do evento, a Bluesoft pela iniciativa do patrocínio, e à todos os palestrantes e participantes por colaborarem para que este evento se tornasse realidade.
No meu álbum do picasa têm mais fotos, e o Daniel Cukier também publicou fotos e fez alguns vídeos durante o evento.
PS: Preparem-se para o Rails Submit Latin America, eu e o Júnior da Bluesoft também estaremos lá.
Nos dias 10, 11 e 12 de Setembro estive no JustJava 2008. Este ano tive a oportunidade de participar da organização do evento junto com todo o pessoal do SouJava, foi uma ótima experiência.
Ajudei as organizar as tradicionais Muvucas. Para aquelas que ainda não as conhecem, Muvucas são pequenas reuniões de pessoas que discutem um determinado assunto. Os assuntos das Muvucas são sugeridos por congressistas durante o evento.
Fiquei no Hall com um FlipChart e um pincel atômico conversando com as pessoas e anotando suas sugestões e votações para escolha dos temas.

Votação para os temas das Muvucas
No primeiro foram realizadas as Muvucas:
1. “Java 7” com partipação do Michael “Mister M” Nascimento que contribui diretamente para o desenvolvimento do Java 7 (De forma especial na nova API de Datas).
2. “O que além do Java ME (Android, iPhone, etc…)” com participação do palestrante internacional Roger Brinkey e do Maricio “Maltron” Leal da Sun.
3. “Desenvolvimento Ágil” com participação do Daniel Wildt e do Giovanni Salvador.
E no Segundo dia, foram realizadas mais três:
1. “Caneta Livescribe Pulse”: O Dr. Spock da Global Code fez uma demonstração sobre a Pulse (uma caneta que roda Java) e falou sobre como desenvolver software para ela.
2. “Open Source no Setor Público, reutilizando código”: Com participação do Bruno Souza (JavaMan) e algumas pessoas do setor público.
3. “Desenvolvimento Ágil com Testes”: Com participação do Rodrigo Yoshima e do José Papo que são verdadeiros mestres no assunto, discutiu-se sobre a adoção de Agile nas empresas brasileiras, integração contínua, teste unitários, testes de aceitação, Scrum e XP.
Em suma, participar da organização do evento, foi uma excelente oportunidade de ampliar o networking e aprender, além de ter sido um grande desafio pessoal. As pessoas que participaram das Muvucas tiveram uma excelente oportunidade de conhecer novas pessoas, esclarecer dúvidas, e expor seus pontos de vista.
Gostaria de agradecer ao SouJava pela oportunidade, de forma especial ao Mauricio Leal, ao Bruno Souza, a Yara Senger, e todas as pessoas que fizeram desse evento um verdadeiro sucesso.
Espero você no JustJava 2009!!!