Posts Tagged "agil"

Mas o que faz um Product Owner?

Posted by on Nov 22, 2011 in Agile | 6 comments

Recentemente recebi uma pergunta no Facebook, sobre o que faz um PO. Gostaria de responder a pergunta e deixar minha opinião registrada através deste post.

A pergunta foi mais ou menos assim:

Onde eu trabalho estou para assumir o desafio de ser PO, e parece que a empresa não tem bem definido o quais são as funções do PO pois alguns dos POs desenham diagramas como um analista de requisitos, isto está correto?

Segundo eles esta é a lista de atividades:

  • Entender, criticar, questionar e mapear processos de negócio do cliente;
  • Levantar requisitos funcionais e não funcionais de sistema;
  • Mapear e descrever atores e casos de usos/user stories de sistema;
  • Definir complexidade dos requisitos de negócio;
  • Elaborar documento de escopo do sistema;
  • Prototipar interfaces de usuário do sistema;
  • Realizar reuniões de licitação de requisitos com cliente;

Vamos então as origens. De acordo com o Scrum Guides:

O Product Owner é responsável por maximizar o valor do trabalho que o Time de Scrum faz, [...] é  a única pessoa responsável pelo gerenciamento do Product Backlog e por garantir o valor do trabalho realizado pelo Time. Essa pessoa mantém o Product Backlog e garante que ele está visível para todos. Todos sabem quais itens têm a maior prioridade, de forma que todos sabem em que se irá trabalhar.

O Product Owner é uma pessoa, e não um comitê. Podem existir comitês que aconselhem ou influenciem essa pessoa, mas quem quiser mudar a prioridade de um item, terá que convencer o Product Owner. Empresas que adotam Scrum podem perceber que isso influencia seus métodos para definir prioridades e requisitos ao longo do tempo.

Para que o Product Owner obtenha sucesso, todos na organização precisam respeitar suas decisões. Ninguém tem a permissão de dizer ao Time para trabalhar em um outro conjunto de prioridades, e os Times não podem dar ouvidos a ninguém que diga o contrário. As decisões do Product Owner são visíveis no conteúdo e na priorização do Product Backlog. Essa visibilidade requer que o Product Owner faça seu melhor, o que faz o papel de Product Owner exigente e  recompensador ao mesmo tempo.

Isso dito, vamos fazer uma analise.

Product Owner (PO) é apenas um Papel do Scrum

Scrum é um  é um processo de desenvolvimento iterativo e incremental para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software [Wikipedia]. O processo define 3 papéis, entre eles o do Product Owner . Dessa forma em se tratando de Product Owner, podemos afirmar apenas que suas responsabilidades são apenas o que dita o processo:

  1. Maximizar o valor do trabalho que o Time
  2. Gerenciar o Backlog (Manter, Priorizar, etc)
Isso significa que um Product Owner não pode fazer nada além disso? Não. Product Owner  não é um Cargo, é um papel, ou seja, é muito provavel que a pessoa que assumir esse papel tenha outras responsabilidades na sua organização, e isso tem uma relação direta com o contexto (projeto, produto, equipe,  cliente, etc.).
O Product Owner pode ser o próprio cliente, pode ser uma pessoa que faz parte da equipe do cliente (um médico, um advogado, um contador, um CEO), pode ser um gerente de produtos, pode ser um analista de negócios, etc. Se essa pessoa tiver disponibilidade para estar perto do time e estiver capacitada a maximizar o valor do trabalho do time e gerenciar o backlog, do ponto de vista do processo, não há nada de errado com isso.
Em outras palavras, se o PO fizer bem o papel, e tiver outras atividades, não há problema algum, e essas outras atividades que fizer estiverem relacionadas à gestão do Backlog e a Maximizar o trabalho do time, melhor ainda.

Mas então quais são essas atividades?

  • Criar protótipos?
  • Fazer Pesquisas de Mercado?
  • Detalhar Requisitos?
  • Visitar Diferentes Clientes?
  • Pesquisar Produtos Concorrentes?
  • Conversar com Usuários?
  • Desenhar Diagramas?
  • Escrever Testes de Aceitação?
  • Documentar?
  • Manter um Documento de Visão?
  • Servir Café aos Desenvolvedores?
A resposta, na minha opinião, é: Depende do Contexto/Cenário!
Alguns produtos são criados para um único cliente, outros para centenas de milhares, alguns envolvem grande complexidade, outros baixíssima, alguns produtos envolvem diversas áreas de conhecimento, como é o caso de um ERP, por exemplo, alguns produtos são tão grandes, ou tem um prazo tão curto que precisam que diversos times trabalhem simultaneamente para um mesmo target release (Agile Release Train), alguns produtos são construídos em empresas com 20 funcionários, outros em empresas com milhares.

Conclusão

Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada. 

H L Mencken

Podemos concluir que não existe bala de prata! Ou seja não há um conjunto único de atividades (baixo nível) que um PO possa fazer que seja eficiente em todos os projetos e contextos. Você precisará, através de um processo de inspeção e adaptação, encontrar quais são essas atividades que fazem sentido na sua organização.
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Agile e Lean Startups

Posted by on Sep 8, 2011 in Agile, Business | 2 comments

Recentemente Joshua Kerievsky, postou as principais diferenças entre as práticas da comunidade ágil e da comunidade de lean startups.

Segundo Joshua, Lean Startup é um método disciplinado, cientifico e lucrativo para descobrir e construir produtos e serviços em que as pessoas se apaixonem.

Lean Startup faz o melhor de ágil ficar mais lean e combinado ao brilhante processo de Customer Development.

Na minha visão, ágil e lean startups tem muito em comum, e na verdade podem ser complementares. Não entendo que as práticas adotadas pelas startups de maneira alguma possam ferir principios ágeis. Lean Startups utiliza formas diferentes (inclusive mais eficazes em muitos contextos) de representar a mesma essência. É importante porém entender que Lean Startups tem uma intersecção com ágil, no diz respeito ao desenvolvimento de software, mas vai além.

A idéia portanto, não é provar o que é melhor, mas explorar as diferenças. Isso dito, vale analisar algumas diferenças das práticas das duas comunidades, destacados por Joshua:

 

Agile

Lean Startup

Product Roadmap Business Model Canvas
Product Vision Product Market Fit
Release Plan MVP (Minimal Viable Product)
Sprint Kanban
Sprint Review Pivot or Persevere Decision
On-Site Customer “Get Out Of The Building”
User Story Hypothesis
Backlog “To Learn” List
Definition of Done Validated Learning
Red-Green-Refactor Learn-Measure-Build
Customer Feedback Customer Validation
Acceptance Test Split Test
Velocity AARRR
Mock Object Feature Fake
Continuous Integration Continuous Deployment
Certified Scrum Master Customer Success Manager
Recentemente fiz uma apresentação na Bluesoft sobre Lean Startups, ficam os slides para quem quiser se aprofundar mais assunto.
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Dossiê Cultura da Toyota – 4 Vídeos e 5 Apresentações de Slides

Posted by on Aug 23, 2011 in Agile, Business, Featured | 0 comments

No ano passado fiz série de apresentações na Bluesoft sobre a Toyota e sua Cultura. Estudar sobre Lean e TPS (Toyota Production System) me trouxe muitos insights sobre como construir uma organização que aprende e está em constante estado de melhoria. Resolvi então reunir tudo que estudei sobre a Toyota em um “Dossiê” com as 5 apresentações de slides e as 4 palestras em vídeo. Espero que você goste.
Veja alguns dos tópicos abordados na lista abaixo e caso tenha interesse em se aprofundar mais, assista os vídeos e veja os slides.
  • O que é Cultura
  • Cultura Organizacionais Fracas e Fortes
  • Kaizen e Melhoria Contínua
  • Criar uma Cultura x Mudar uma Cultura
  • Lean – Eliminar o Desperdício
  • Toyota House
  • Value Stream Mapping
  • Confiança
  • Liderança
  • Hoshin-Kanri
  • Qualidade
  • Cross-Training
  • Processo de Seleção e Contratação na Toyota (Case de Kentucky)
  • Identificar e Resolver Problemas
  • Lidando com o Individualismo Ocidental
  • O que é Gemba
  • Hierarquia
  • Analogia do Cirurgião
  • Trabalho Padronizado
  • Gerentes na Toyota
  • Rotatividade
  • Treinamento
  • COPA (Critical Output Analysis)
  • Resolução de Problemas com A3
  • Um lugar para cada coisa e cada coisa em lugar com 5S

Introdução à Cultura da Toyota

Pessoas, Contratação e Comunicação

Pensamento A3

Toyota 5S

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Artigo de Kanban na JavaMagazine

Posted by on Oct 30, 2010 in Agile | 1 comment


JM 84

JM 84

É com grande satisfação que anuncio que o artigo que escrevi sobre Kanban finalmente foi publicado na Java Magazine 84.

Este artigo apresenta uma introdução ao método Kanban. Para isso, descreve os passos para implantá-lo em uma equipe de desenvolvimento de software, aborda a criação de um card wall que represente o processo e cartões que representem itens de trabalho, além da definição da cadência de reuniões e outros eventos importantes para o ciclo de desenvolvimento.

Kanban permite que um processo seja otimizado de acordo com um contexto específico, aderindo a diferentes tipos de equipes e projetos. Geralmente causa pouca resistência a mudanças por parte das pessoas e da organização, ao passo que ajuda a equipe a manter um ritmo sustentável e previsível através de um fluxo contínuo de trabalho, conquistado em virtude da definição do limite de trabalho em progresso.

Para quem tiver mais interesse, há também uma apresentação sobre o tema que fiz no Bluesoft Labs:

Espero que gostem. Aguardo feedback de todos.
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Harvard e Desenvolvimento Ágil

Posted by on Apr 8, 2010 in Agile | 1 comment

A descoberta mais notável foi que criar um versão com poucas funcionalidades e entregá-la aos clientes cedo melhora a qualidade dramaticamente.

Este é um trecho do artigo do Professor Alan MacCormack da Harvard Business School “Porque Desenvolvimento Evolutivo de Software Funciona“, em que fala sobre o desenvolvimento de software iterativo:

Desenvolvimento de sucesso é evolucionario por natureza. Empresas lançariam primeiro uma versão com poucas funcionalidades de um produto para determinados clientes logo no inicio do desenvolvimento. Posteriomente o trabalho continuaria de forma iterativa, permitindo que o design evolua em resposta ao feedback dos clientes.

Evolution por teamtraveller

Evolution por teamtraveller

Qualquer semelhante com a abordagem ágil, é mera semelhança. O professor apresenta ainda quatro práticas levam projetos de software ao sucesso. Consulte o artigo de Alan MacCormack.

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