Você sabe porque as resoluções de ano novo de grande parte das pessoas nunca se tornam realidade?
Para George Leonard, autor do livro “In Mastery: The Keys to Success and Long-Term Fulfillment“, é porque temos um um processo de equilíbrio chamado homeostasis.

A homeostasis (ou homeostase) trabalha para manter as coisas como elas sempre foram, independente de a mudança ser boa ou ruim. Se for desenvolveu um mau hábito, a homeostasis vai resistir para que o hábito não seja quebrado. Quando mais a mudança tiver o você do seu estado atual de equilíbrio, maior será a força da resistencia. O primeiro passo para combatê-la é saber que ela está lá. Aprenda a negociar com ela. Quando mais tempo você for capaz de lutar com a resistência para manter a mudança, o mais fácil vai se tornando. Com o tempo seu equilíbrio toma uma nova forma e homeostasis estará ao seu lado.
No Livro “o Monge que Vendeu sua Ferrari“, Robin Sharma, diz que há um ensinamento budista que diz que para que você faça de determinada ação um novo hábito, é preciso repetí-la sem falhar por 21 dias em sequência. Faça isso e dê um banho na homeostasis. Na física aprendemos sobre uma lei chama Inércia, eu (André) penso que a tal da homeostase, é exatamente essa mesma lei da natureza, porém manifestada de uma outra forma.
Bom, seja lá como for, não há dúvida alguma de que se você não levantar da cadeira agora mesmo (figurativamente) e começar a trabalhar para que seus planos se tornem realidade, eles não vão acontecer, é também incontestável que para criar novos hábitos você precisará agir e persistir.
Assim sendo, Aja, Persista e Feliz 2012!
Recentemente ouvi um áudio-livro que apresenta uma série de entrevistas realizadas com Joseph Campbell, e gostaria de compartilhar alguns pontos chave com você.
Joseph John Campbell, (White Plains, 26 de março de 1904 — Honolulu, 30 de outubro de 1987) foi um estudioso norte-americano de mitologia e religião comparativa.
Entenda que Mitos não são Fatos nem Mentiras
Um mito, assim como um sonho, é uma metáfora. Não devemos encará-los como fatos. Para Campbell, encarar os mitos como fatos é o mesmo que transformá-los em meras notícias de jornais, é dizer simplesmente, por exemplo, que a milhares de anos atrás houve uma grande enchente (dilúvio), mas e daí? O que vale, não é o fato, mas sim a mensagem que está por trás do mito, por isso não é fatídico é mítico.
Não há de se confundir mitos com mentiras. Mitos são verdadeiros na essência da mensagem que trazem, não nem sempre em termos históricos. Por isso, discutí-los historicamente não é o ponto, ao invés disso deve-se buscar encontrar as verdades por trás das estórias.
Campbell sugere que se leia contos de fadas para as crianças, assim como os mitos, eles carregam grandes ensinamentos.
Cuidado, dizia Campbell, quando você segue uma religião que interpreta mitos como fatos você tem um grande problema.
O seu caminho é o seu caminho
Mestres, ou gurus, podem ter dar conselhos e dicas, mas você é um indivíduo que têm um caminho único a trilhar, somente você poderá percorrer esse seu caminho. É comum que o indivíduo imite aqueles que admira, assim como um filho imita seu pai, mas assim como o filho, o discípulo, em determinado ponto de sua existência precisará seguir seu próprio caminho.
Fuja da Separatividade
O homem é um produto da natureza e faz parte dela, assim como todo o resto da criação.
O verdadeiro mistério da vida encontra-se dentro de cada ser e a meditação é um caminho de internalização que te a aproxima dele.
A mitologia fala com nossa inteligência coletiva. O consciente coletivo que sabe que somos um com as outras pessoas, e um com toda a natureza, e que tudo está intrínseco no amor. Devemos evoluir para uma sociedade global, sem separatividade, reconhecendo a unidade que há entre todos os seres humanos.
Faça o que Ama fazer
O indivíduo que trabalha por dinheiro ao invés de fazer algo que ama fazer, aquilo a que tem vocação, torna-se escravo do dinheiro. Não há nada como trabalhar quando se ama o que se faz. Encontre um trabalho que traga significado a sua existência
A frase mais famosa dele foi: “Follow your Bliss” (Siga sua felicidade).
Tenha contato com Arte
“Nossa sociedade mais de poetas e artistas do que de cientistas”
Autores recomendados por Campbell:
Há alguns anos atrás me deparei com um artigo sobre Polímatas na Wikipedia, desde então, como sou fascinado por entender melhor o aprendizado, e tenho me dedicado muito na construção de uma cultura de aprendizagem, tenho tentado entender como essas pessoas se comportavam, e as tenho estudado.
Um polímata (do grego polymathēs, πολυμαθής, “aquele que aprendeu muito”) é uma pessoa cujo conhecimento não está restrito a uma única área. Em termos menos formais, um polímata pode referir-se simplesmente a alguém que detém um grande conhecimento (Wikipedia).
Leonardo da Vinci foi um polímata, um homem renascentista, com grandes realizações como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, músico e escritor.
Neste pequeno artigo, gostaria de explorar algumas das práticas que Leonardo da Vinci, um dos principais polímatas da história da humanidade, realizava e como nós podemos nos assemelhar a ele mudando algumas de nossa atitudes e adquirindo novos hábitos. A principal referência é o Livro de Michael Gelb: “How to think like Leonardo da Vinci“, leitura recomendada.
Gelb divide o comportamento de da Vinci em 7 princípios. Vejamos quais são eles.
“Grandes mentes tem uma característica em comum, eles continuamente questionam-se ao longo de suas vidas”
Leonardo tinha uma abordagem insaciavelmente curiosa à vida e viva em uma busca incessante ao aprendizado contínuo. Como da Vinci, você pode cultivar uma mente aberta que permita que você amplie seu universo e aumente sua habilidade de explorar as coisas.
Leonardo tinha o hábito de escrever muitas de suas experiências em seu diário, escrevia afirmações, piadas, brincadeiras, fábulas, observações, pensamentos de estudiosos que ele admirava, registros pessoais, registros financeiros, cartas, reflexões em problemas domésticos, reflexões filosóficas, profecias, planos para invenções, tratados de anatomia, botânica, geologia, vôo, hidráulica, desenho e pintura.
Tenha você também, um diário, ou se preferir chamar de outra forma, tenha um caderno para registrar seus pensamentos. Escreva sobre idéias, questionamentos e insights. Tente escrever diversas frases por dia que comecem com “Eu gostaria de saber como ou por que”.
Regularmente selecione uma questão qualquer e escreva pensamentos e associações que lhe ocorram em relação ao tema. Não as edite. O importante é manter-se escrevendo. Essa é uma técnica conhecida como free-writing ou stream-of-consciousness writing.
Veja o seu dia sob um determinado prisma ou tema. Por exemplo, digamos que você escolha “comunicação”. Para o dia inteiro, observe cada tipo e instância de comunicação que você se deparar. Anote suas observações em seu caderno.
Escreva afirmações pessoais, coisas que em você acredita, como isso que da Vinci escreveu:
Obstáculos não me dobrarão.
Destruirei cada obstáculo através de rigor.
Eu devo continuar.
Nunca me canso de ser útil.
Faça o exercício das 100 Perguntas: Liste 100 perguntas que você gostaria ter respondidas, qualquer coisa que for significativo para você. Por exemplo: Quais são meus pontos fortes? Por que o céu é azul? Qual é minha vocação? Como melhorar minha saúde? Quaquer coisa. Não desista. As primeiras perguntas surgirão facilmente, mas o exercício vai se tornando cada vez mais difícil. Quais são as 10 questões mais importantes da sua vida? Qual é a mais importante? Que pergunta você quer responder com sua vida?
O vídeo abaixo (em inglês) descreve melhor como fazer o exercício:
Ao terminar, leia sua lista de perguntas e perceba os temas que emergiram. Negócios, Relacionamentos, Espiritualidade, Desenvolvimento Pessoal, Dinheiro… Isso te ajudará a notar o que realmente é importante para você em sua vida, quais são suas paixões e o que é importante para você, de forma a aumentar sua consciência sobre você mesmo.
“Leonardo tinha o compromisso de testar o conhecimento através de experiências, da persistência e da vontade de aprender.”
Valide todas as suas crenças. Você tem crenças que ainda não validou através da experiência? Acredita em coisas sem saber porquê? Faça o seguinte exercício para essas questões: Busque três pontos de vista. Primeiro crie um argumento forte contra sua crença. Então, assuma uma visão distante da sua crença (por exemplo, se pertencesse a uma cultura diferente, ainda sim isso seria válido?) e reveja-a. Finalmente, procure amigos que possam te dar perspectivas diferentes.
Conheça-se. Analise as propagandas que te afetam, olhe na sua revista predileta, e analise as estratégias e táticas que são usadas. Descubra porque te afetam. Descubra o que está por trás de seus desejos.
Aprenda com os erros dos Outros. Encontre anti-role models para aprender com eles. Liste os nomes de algumas pessoas cujos erros você quer evitar. Aprenda com eles que para não tropeçar nos mesmos obstáculos.
De acordo com da Vinci, a melhor forma de praticar Dimostrazione é através de nosso sentidos, particularmente a visão. Por isso ele sempre dizia: “Aprenda a ver”.
Leonardo exercitava esse hábito com as seguintes práticas, que você pode adquirir:
Descreva com riqueza de detalhes uma experiência sua, por exemplo, a experiência de ver o pôr do sol.
Aprenda a descrever um cheiro.
Aprenda a Desenhar
Aprenda a descrever sons. Ouça a diferentes sons ao seu redor. Aprenda a reconhecer as diferentes intensidades do mais suave (como sua respiração) aos mais altos (como o transito).
Viva o momento. Atenção. Pratique mindfulness..
Leonardo aceitava e explorava ambigüidades, paradoxos e incertezas.
Questione-se sobre opostos, por exemplo, como seus momentos mais tristes e felizes estão interligados?
Pratique o método Socrático: O objetivo é examinar possibilidades através de perguntas, ao invés de respostas. Sócrates era conhecido por fazer perguntas que não tinham respostas. A chave para usar método Socrático é ser humilde, não assumindo que você ou outras pessoas sabem algo ao certo (de forma absoluta). Questione tudo! Afinal, como disse Einstain, tudo é relativo.
Leonardo buscava o equilíbrio entre a arte e ciência, a imaginação e a lógica.
A busca deste equilíbrio permite que você utilize ambos os lados de seu cérebro.
Você pode facilmente notar que havia arte nos estudos científicos de Leonardo, assim como havia ciência em sua arte!
Gelb recomenda o uso de mapas mentais para registrar o aprendizado.
Leonardo cultivou a elegância, a ambidestria, os exercícios físicos, e o equilíbrio da vida.
Leonardo tinha uma incrível habilidade física complementar a sua genialidade nas ciências e artes.
Desenvolva uma programa de atividades físicas. Inclua três coisas:
Amplie sua consciência sobre seu corpo físico.
Fortaleça a relação entre sua mente e seu corpo. Estude anatomia. Tente Yoga. Aprenda a dançar. Faça Malabarismos. Pratique esportes.
Cultive a ambidestria. Leonardo trabalhava com ambas as mãos e regularmente trocava entre as duas. Pratique isso com tarefas simples como escovar os dentes com a outra mão ou até mesmo no uso de talheres nas refeições. Aos poucos tente usar sua mão não-dominante para escrever.
Leonardo buscou reconhecer a relação entre todas as coisas e fenômenos.
É o que atualmente chamamos de Pensamento Sistêmico.
Procure encontrar relações entre coisas que aparentemente não estão relacionadas, como por exemplo, qual a relação entre a internet e um urso, ou a geologia e a Mona Lisa, a borboleta e o furacão.
Busque referências (Role Models) e imagine diálogos com eles. Imagine você conversando com uma referência sua para ganhar novas perspectivas e insights. Pergunte-se: O que ele diria? O que faria nessa situação?
Diz o chefe:
“Quero alguém que faça exatamente o que eu disser, que cobre barato, chegue na hora, e não me incomode.”
Se isso é verdade, por que as estrelas das empresas e os que são promovidos, não são assim? O que ele quer mesmo, é um artista! Alguém que muda tudo. Que faz sonhos tornarem-se realidade. Que descreve, sonha e trabalha por um melhor amanhã.
Pense Nisso!
Em seu livro Linchpin, Seth Godin explica que para tornar a construção de fábricas ao redor do mundo possível, dois problemas precisaram ser resolvidos: a necessidade de trabalhadores para produzir e a necessidade de consumidores para suprir a super-produção.
A solução para resolver o problema da falta de trabalhadores foi a criação de escolas públicas, e para resolver o problema da super-produção, fomentou-se o consumismo.
Escolas são fábricas que produzem alunos em um sistema de comando e controle, explica Godin. Nas escolas, aprendemos o mindset de fábrica: seja substituível, como uma peça de uma máquina e consuma tudo o que puder, porque afinal o consumo é um atalho para a felicidade, não é?
Godin afirma é preciso que as pessoas aprendam certas coisas, mas isso isoladamente não é suficiente, é apenas um primeiro passo. A escola funcionou para criamos milhões de trabalhares de fábricas, mas
as escolas tem formado pessoas altamente consumistas, capazes somente de seguir ordens e implorando por aprovação da sociedade! São pessoas assim que precisamos na era do conhecimento? Pessoas assim que levarão a sociedade rumo ao verdadeiro progresso?
Apesar de bons professores fazerem o que podem para criar verdadeiros artistas que trabalham apaixonamente, o problema está no sistema que pune artistas e recompensa burocratas, destaca Godin. Os professores são treinados para pontuar a habilidade do aluno de se encaixar nos termos do sistema.
De acordo com Godin, antigamente as pessoas viviam com muito menos do que atualmente. Não tinham quartos cheios de coisas raramente ou nunca utilizadas. A idéia de hoje é simples: Se o seu vizinho ou colega de classe tem um boné, você também precisa de um. Se têm um segundo par de sapatos, você também tem que tem o seu. Em um pequeno espaço de 2 gerações criamos uma forte Cultura de Consumismo.
Você já imaginou uma escola que ensinasse as pessoas a ter iniciativa, tornarem-se extraordinárias, questionar o status-quo, e entender que o consumismo não é a resposta para os problemas sociais?
Se você está precisando de uma boa leitura e quer refletir sobre sua carreira e seu comportamento. Fica aí a dica de leitura.
Recentemente li o livro sobre finanças pessoais It’s Not about the Money de Bob Proctor, e neste texto, gostaria de compartilhar com você alguns pontos chave que aprendi no livro, para que você também possa refletir a respeito.
1. Faça o que você tem paixão: Isso te levará um caminho individual que te trará realização. Seja único no que faz. Busque o seu propósito e trabalhe por ele. Procure agregar valor aos outros. A sorte é um encontro entre a oportunidade e capacidade, quanto melhor você trabalha, mais sorte você tem. Quebre o mito de que você não pode ganhar dinheiro fazendo o que gosta. Tome responsabilidade por sua vida e explore seu potencial. Saia da zona de conforto.
2. Conheça seu Propósito: Proctor diz que é essencial que se tenha um Propósito de vida claro. Para explicar usa a metáfora da montanha: O propósito é chegar ao topo da montanha, a visão é o seu mapa, o caminho que escolheu para chegar ao topo da montanha. Você pode mudar sua visão sem mudar de propósito. Lembre-se que a vida não é sobre sobre o destino, mas também é sobre a jornada. Entender algo e viver algo é completamente diferente.
3. Use emoções como guia: Suas emoções te mostram quando você não está fazendo progresso rumo ao seu propósito, mostram quando você devem voltar ao seu caminho, preste atenção nelas.
4. Selecione seus pensamentos: Sua qualidade de vida, está relacionada com a qualidade dos seus pensamentos. Energia atrai mais energia do mesmo tipo. Foque no que você quer. Essa é a Lei da atração. Visualize o que você quer. Tenha uma imagem clara na sua cabeça de o que você quer, que resultados quer. Seja específico, entre em detalhes, e imagine, depois tenha atitude. Atitude é um o conjunto de pensamentos, sentimentos e ações. Mantenha seus objetivos sempre em mente. Fuja de padrões negativos de pensamento.
5. Priorize: Priorize suas atividades com seu propósito em mente, para potencializar o atingimento de suas metas. Faça um log de tudo que faz no dia. Pense no que de fato agrega valor para seu propósito, e no que não agrega nada, então corte o que for possível.
6. Busque ajuda: Participe de grupos de pessoas que tem objetivos similares aos seus, troque experiência aprenda e ensine. A internet é uma excelente ferramentas para encontrar comunidades de pessoas com interesses iguais aos seus.
7. Diversifique sua Renda: Crie diversas fontes de renda, de preferência renda passiva. Faça o dinheiro trabalhar para você.