Para David Koontz, todo o time de Scrum precisa de um Scrum Master Integral (100% do tempo), para provar o motivo ele se apóia nessa interessante experiência chama “The Monkey Business“.
Veja o vídeo:
Koontz afirma que o Scrum Master deve estar em busca de Impedimentos o tempo todo. Se você está envolvido em uma tarefa provavelmente perderá os impedimentos óbvios e as mudanças sutis nos membros do time e no ambiente.
Para Jeff Sutherland, um dos criadores do Scrum, times de Scrum sem um ScrumMaster nunca atingirão o seu potencial total (disse no grupo de discussão Scrum Development do Yahoo).
Eu (André Faria) já prefiro ir mais na linha da Toyota e dizer que, não há uma única solução para todos os times, como sempre, depende do contexto. Cada contexto é uma realidade diferente e precisa de uma solução diferente. Mas fica aí a Provocação para você pensar. Vale a pena ter um ScrumMaster/Facilitador no seu Time trabalhando em tempo integral? Será que você está vendo os Gorilas Passarem?
Fiz essa apresentação na Bluesoft há alguns meses atrás, inspirado no curso de práticas da engenharia ágil do “Neal Ford on Agile Engineering Practices”.
Falo sobre:
Veja o vídeo do vimeo, e acompanhe os slides no slideshare.
Recentemente recebi uma pergunta no Facebook, sobre o que faz um PO. Gostaria de responder a pergunta e deixar minha opinião registrada através deste post.
A pergunta foi mais ou menos assim:
Onde eu trabalho estou para assumir o desafio de ser PO, e parece que a empresa não tem bem definido o quais são as funções do PO pois alguns dos POs desenham diagramas como um analista de requisitos, isto está correto?
Segundo eles esta é a lista de atividades:
- Entender, criticar, questionar e mapear processos de negócio do cliente;
- Levantar requisitos funcionais e não funcionais de sistema;
- Mapear e descrever atores e casos de usos/user stories de sistema;
- Definir complexidade dos requisitos de negócio;
- Elaborar documento de escopo do sistema;
- Prototipar interfaces de usuário do sistema;
- Realizar reuniões de licitação de requisitos com cliente;
Vamos então as origens. De acordo com o Scrum Guides:
O Product Owner é responsável por maximizar o valor do trabalho que o Time de Scrum faz, [...] é a única pessoa responsável pelo gerenciamento do Product Backlog e por garantir o valor do trabalho realizado pelo Time. Essa pessoa mantém o Product Backlog e garante que ele está visível para todos. Todos sabem quais itens têm a maior prioridade, de forma que todos sabem em que se irá trabalhar.
O Product Owner é uma pessoa, e não um comitê. Podem existir comitês que aconselhem ou influenciem essa pessoa, mas quem quiser mudar a prioridade de um item, terá que convencer o Product Owner. Empresas que adotam Scrum podem perceber que isso influencia seus métodos para definir prioridades e requisitos ao longo do tempo.
Para que o Product Owner obtenha sucesso, todos na organização precisam respeitar suas decisões. Ninguém tem a permissão de dizer ao Time para trabalhar em um outro conjunto de prioridades, e os Times não podem dar ouvidos a ninguém que diga o contrário. As decisões do Product Owner são visíveis no conteúdo e na priorização do Product Backlog. Essa visibilidade requer que o Product Owner faça seu melhor, o que faz o papel de Product Owner exigente e recompensador ao mesmo tempo.
Isso dito, vamos fazer uma analise.
Scrum é um é um processo de desenvolvimento iterativo e incremental para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software [Wikipedia]. O processo define 3 papéis, entre eles o do Product Owner . Dessa forma em se tratando de Product Owner, podemos afirmar apenas que suas responsabilidades são apenas o que dita o processo:
Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada.
Recentemente, lendo o livro “Agile Software Requirements: Lean Requirements Practices for Teams, Programs, and the Enterprise” encontrei uma lista com 10 padrões para dividir estórias de usuário, achei muito interessante, e já estou utilizando os padrões no dia-a-dia.
Preparei alguns slides para apresentá-los e difundí-los:
Referências
Recentemente Joshua Kerievsky, postou as principais diferenças entre as práticas da comunidade ágil e da comunidade de lean startups.
Segundo Joshua, Lean Startup é um método disciplinado, cientifico e lucrativo para descobrir e construir produtos e serviços em que as pessoas se apaixonem.
Lean Startup faz o melhor de ágil ficar mais lean e combinado ao brilhante processo de Customer Development.
Na minha visão, ágil e lean startups tem muito em comum, e na verdade podem ser complementares. Não entendo que as práticas adotadas pelas startups de maneira alguma possam ferir principios ágeis. Lean Startups utiliza formas diferentes (inclusive mais eficazes em muitos contextos) de representar a mesma essência. É importante porém entender que Lean Startups tem uma intersecção com ágil, no diz respeito ao desenvolvimento de software, mas vai além.
A idéia portanto, não é provar o que é melhor, mas explorar as diferenças. Isso dito, vale analisar algumas diferenças das práticas das duas comunidades, destacados por Joshua:
Agile |
Lean Startup |
|---|---|
| Product Roadmap | Business Model Canvas |
| Product Vision | Product Market Fit |
| Release Plan | MVP (Minimal Viable Product) |
| Sprint | Kanban |
| Sprint Review | Pivot or Persevere Decision |
| On-Site Customer | “Get Out Of The Building” |
| User Story | Hypothesis |
| Backlog | “To Learn” List |
| Definition of Done | Validated Learning |
| Red-Green-Refactor | Learn-Measure-Build |
| Customer Feedback | Customer Validation |
| Acceptance Test | Split Test |
| Velocity | AARRR |
| Mock Object | Feature Fake |
| Continuous Integration | Continuous Deployment |
| Certified Scrum Master | Customer Success Manager |
Calma, calma, eu sei que o título está um pouco, ou melhor, muito ambicioso, mas em 2009, Jurgen Appelo fez um post chamado “A grande lista de práticas ágeis“, sabendo desde o inicio que o post seria odiado e amado por muitos, visto que já muita gente encara metodologias de modos mais partidários ou religiosos. Com este aqui não será diferente.
Eu gosto de encarar essas práticas como uma caixa de ferramentas, e nessa linha, podemos encarara que cada ferramenta certa para o problema certo, ou seja, dependendo de cada realidade ou contexto, ferramentas diferentes serão ou não úteis. Tomei como base a lista do Jurgen e incluí algumas outras práticas.
Referências