Gostei bastante de um artigo de Tim Sullivan que acabei de ler na Harvard Business Review e gostaria de compartilhar alguns insights com você.

Tim Sullivan entrevista Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, e um dos responsáveis pelo crescimento da PayPal, fala sobre Blitzscaling que é o que você faz quando sua empresa precisa crescer muito, muito, rápido para ser o primeiro a servir um mercado global.

Por exemplo, “a Amazon essencialmente inventou o e-commerce […] hoje tem mais de 150.000 funcionários e criou empregos incontáveis para vendedores e parceiros”.

Hoffman, afirma que esse é um processo muito comum em empresas de software onde tudo precisa acontecer muito mais rápido, o LinkedIn, por exemplo, não era tão valioso até que milhares e milhares de pessoas começaram a usá-lo. O mesmo vale para eBay, Amazon e outros MarketPlaces.

Você precisa escalar mais rápido que seus concorrentes porque o primeiro que tiver a maior quantidade de usuários, vai se alavancar. E o vencedor leva tudo.

Hoffman cita dois tipos de crescimento, o de receita e o base de usuários. Ele usa uma metáfora para representar as fases das organizações de acordo com a quantidade de colaboradores, sendo uma familia até 15 pessoas, um tribo dezenas de pessoas, uma vila com centenas, uma cidade com milhares, e uma nação quando a organização atinge mais de 10 mil colaboradores.

O processo de blitzscaling começa entre a tribo e vila. É o momento em que a oportunidade de grande crescimento e potencial do produto se torna claro e comprovado. Mas vale ressaltar que crescer rápido desse jeito, é sempre ineficiente do ponto de vista de gestão.

O Uber, por exemplo, cada engenheiro contratado, deveria recomendar os 3 melhores engenheiros com quem já havia trabalhado antes e pronto, recebiam uma oferta para serem contratados sem entrevista nem nada…

Num crescimento tão acelerado a cultura se torna crucial porque todos devem se responsabilizar por manter a organização nos eixos, não há hierarquia ou gestão que dê conta disso.

Naturalmente, vai haver muita frustração, infelicidade, caos e bagunça. Engenheiros frustados, por estarem improdutivos, sem tempo para focar na qualidade que tanto desejam e nas ferramentas que poderiam deixá-los mais produtivos, por exemplo. No meio desse caos, para Hoffman, é o desafio de fazer parte de todo esse crescimento que vai manter as pessoas a bordo até o fim.

Recomendo muito a leitura do artigo completo de Tim Sullivan, leia no site da HBR.

Introdução à Blitzscaling com Hoffman

 

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